Internalizando

"Nem tudo que sentimos ou pensamos necessita ser expresso. Algumas coisas exigem um sigilo maior. Um segredo entre nossos lábios, ouvidos, olhos e coração..."

A Estação do sorriso

"Aaaah, os sorrisos! Quem é que nunca se derreteu ao ver o sorriso ‘daquela’ pessoa?! Quem é que não foi enganado pelo mesmo sorriso que parecia tão sincero?!"

...

"...de uma forma estranha, aprendi que o maior luto não é o de quando se perde uma vida. Todavia, quando se perde um amor."

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Somando imperfeições.'



Risonhos, calados, estressados. Amigos e suas incontáveis descrições. E apesar das características  mais estranhas  que possamos  usar, a que sempre prevalecerá  é COMPANHEIRO . Não acredito que seja em vão considerarmos alguns amigos mais chegados que irmãos, pois eles são os irmãos que nós escolhemos ter. E sendo assim, temos a consciência de que brigas idiotas e discussões serão rotinas.

            Amigo é aquele que se submete às situações mais ridículas só para estar por perto. Que te deixa rabisca-los, e deixar suas unhas simplesmente imundas e ainda sorri ironicamente.   Que já não se incomoda com seu mau humor, e até finge gostar das mesmas coisas que você gosta só pra que você não se sinta ainda mais estranho. Que mesmo passando uma eternidade sem te ver, vai chegar e fazer aquela piada sem graça de séculos atrás e você irá sorrir tentando encontrar graça em meio a tanta estupidez.
            Amizade é a soma das imperfeições. É ceder mesmo tendo a certeza de que a ideia do outro não terá sucesso. É entender a sua agonia sem precisar ser dita uma palavra. É compartilhar a vida,  e por sempre compartilhar, ser  companheiro. No céu, talvez até fossemos anjos. Contudo, na terra, quisera Deus fazer-nos amigos.
          
  

Leve'


Com o  passar do tempo fui me desligando de muitas coisas. Já não guardo mais as agendas da época da escola, não coleciono mais   chaveiros fofos e  nem permito que roupas que não me servem e que não uso ocupem espaço no meu armário. O mesmo fiz com algumas pessoas. Uma vez que a  principal regra do desapego sempre foi não se apegar.
Ao mesmo tempo em que optei por desocupar  minhas gavetas  e cabides para novas coisas, me abri para novas sensações. Pois agora, assim como meu armário aguarda ser ocupado com algo novo, eu anseio que o novo me encontre. Esvaziei-me do passado e pretendo me preencher com o presente, com o futuro.
            Não coleciono ressentimentos assim como não coleciono chaveiros.  Não mais! Não quero  a companhia de pessoas somente para não ficar só.  Já não temo a solidão. Quero viver o impossível e atingir o inatingível. E a cada dia apreciar uma nova emoção.  E talvez o meu problema seja esse.   Acostumei  a cobiçar o impossível. O falso já não me ilude. E a cada dia me sinto mais leve.